quinta-feira, 4 de abril de 2013
terça-feira, 12 de março de 2013
quarta-feira, 31 de outubro de 2012
Velhos hábitos
Certa
vez duas moscas caíram num copo de leite. A primeira era forte e valente.
Assim, logo ao cair, nadou até a borda do copo. Porém, como a superfície era
muito lisa e suas asas estavam molhadas, não conseguiu escapar. Acreditando que
não havia saída, a mosca desanimou, parou de se debater e afundou.
Sua
companheira de infortúnio, apesar de não ser forte, era tenaz, e por isso
continuou a se debater e a lutar. Aos poucos, com tanta agitação, o leite ao
seu redor formou um pequeno nódulo de manteiga, no qual ela subiu. Dali,
conseguiu levantar vôo para longe.
Tempos depois, a mosca tenaz, por
descuido, novamente caiu num copo, desta vez cheio d’água. Como pensou que já
conhecia a solução daquele problema, começou a se debater na esperança de que,
no devido tempo, se salvasse.
Outra
mosca, passando por ali e vendo a aflição da companheira de espécie, pousou na
beira do copo e perguntou se ela queria ajuda. A mosca tenaz respondeu: “Pode
deixar que eu sei como resolver este problema”. E continuou a se debater mais e
mais até que, exausta, afundou na água e morreu.
Soluções do passado, em contextos
diferentes, podem se transformar em problemas. Se a situação modificou, dê um
jeito de mudar. Quantos de nós, baseados em experiências anteriores, deixam de
observar as mudanças ao redor e ficam lutando inutilmente até afundar na
própria falta de visão? Criamos uma confiança equivocada e perdemos a
oportunidade de repensar nossas experiências. Ficamos presos aos velhos hábitos
que nos levaram ao sucesso e perdemos a oportunidade de evoluir.
(Autor desconhecido)
domingo, 23 de setembro de 2012
Brasil
Hino Nacional Brasileiro
Composição: Francisco Manuel da Silva / Joaquim Osório Duque Estrada
I
Ouviram do Ipiranga as margens plácidas
De um povo heróico o brado retumbante,
E o sol da Liberdade, em raios fúlgidos,
Brilhou no céu da Pátria nesse instante.
Se o penhor dessa igualdade
Conseguimos conquistar com braço forte,
Em teu seio, ó Liberdade,
Desafia o nosso peito a própria morte!
Ó Pátria amada,
Idolatrada,
Salve! Salve!
Brasil, um sonho intenso, um raio vívido
De amor e de esperança à terra desce,
Se em teu formoso céu, risonho e límpido,
A imagem do Cruzeiro resplandece.
Gigante pela própria natureza,
És belo, és forte, impávido colosso,
E o teu futuro espelha essa grandeza
Terra adorada,
Entre outras mil,
És tu, Brasil,
Ó Pátria amada!
Dos filhos deste solo és mãe gentil,
Pátria amada,
Brasil!
II
Deitado eternamente em berço esplêndido,
Ao som do mar e à luz do céu profundo,
Fulguras, ó Brasil, florão da América,
Iluminado ao sol do Novo Mundo!
Do que a terra mais garrida
Teus risonhos, lindos campos têm mais flores;
"Nossos bosques têm mais vida",
"Nossa vida" no teu seio "mais amores".
Ó Pátria amada,
Idolatrada,
Salve! Salve!
Brasil, de amor eterno seja símbolo
O lábaro que ostentas estrelado,
E diga o verde-louro desta flâmula
- Paz no futuro e glória no passado.
Mas, se ergues da justiça a clava forte,
Verás que um filho teu não foge à luta,
Nem teme, quem te adora, a própria morte.
Terra adorada
Entre outras mil,
És tu, Brasil,
Ó Pátria amada!
Dos filhos deste solo és mãe gentil,
Pátria amada,
Brasil!
Veja o significado dos termos usados na letra do Hino:
* Margens plácidas – “Plácida” significa serena. Calma.
* Ipiranga – É o riacho junto ao qual D. Pedro I teria proclamado a independência.
* Brado retumbante – Grito forte que provoca eco.
* Penhor – Usado de maneira metafórica(figurada). “penhor desta igualdade” é a garantia, a segurança de que haverá liberdade.
* Imagem do Cruzeiro resplandece – O “Cruzeiro” é a constelação do Cruzeiro do Sul que resplandece (brilha) no céu.
* Impávido colosso – “Colosso” é o nome de uma estátua de enormes dimensões. Estar “impávido” é estar tranqüilo, calmo.
* Mãe gentil – A “mãe gentil” é a pátria. Um país que ama e defende seus “filhos” (os brasileiros) como qualquer mãe.
* Fulguras – fulgurante (reluzente, brilhante).
* Florão – “Florão” é um ornato em forma de flor usado nas abóbadas de construções grandiosas. O Brasil seria o ponto mais importante e vistoso da América.
* Garrida – Enfeitada. Que chama a atenção pela beleza.
* Lábaro – Sinônimo de bandeira. “Lábaro” era um antigo estandarte usado pelos romanos.
* Clava forte – Clava é um grande porrete, usado no combate corpo-a-corpo. No verso, significa mobilizar um exército, entrar em guerra.
terça-feira, 28 de agosto de 2012
Dia do estudante
SER ESTUDANTE
Marina da Silva
Não aprenda só o superficial,
Pois o difícil pode se tornar barreira vencida.
Para aquele cujo momento chegou agora, nunca é tarde demais!
Aprender o ABC não basta, mas aprenda-o.
Procura na escola o que deseja para tua vida,
Pois ela te recolherá, orientará, dirigirá.
Confia nos teus mestres: eles não te decepcionarão.
Se não tens teto, cobre-te de saber,
De vontade, de garra. Se tens frio, se tens fome,
Agarra-te ao livro: ele é uma boa arma para lutar.
Se te faltar coragem, Não tenha vergonha de pedir ajuda.
Certamente haverá alguém para te estender a mão.
Sê leal, fraterno, amigo, forte!
Nunca te deixes ser fraco, desleal, covarde.
Pois tu, jovem estudante, tens que assumir o comando do teu país.
Respeita para ser respeito.
Valoriza para ser valorizado.
Espalha amor para seres amado.
Não tenhas medo de fazer perguntas: toda a resposta terá sentido.
Não te deixes influenciar por pensamentos alheios ou palavras bonitas.
Tenha a tua própria linguagem (aperfeiçoa-te).
Quando te deparares com a injustiça, a impunidade, a corrupção,
A falta de limites, o abuso de poder,
Pensa na existência de tudo o que te cerca.
Busca o teu ideal e lembra: um valor não se impõe, se constrói.
Não faça do teu colega, uma escada para subir.
Isto é imoral e a imoralidade não faz parte da tua lição.
segunda-feira, 14 de maio de 2012
Filosofia Moderna
O
desenvolvimento da ciência moderna
inseriu-se em um contexto de questionamento sobre os critérios e métodos para
elaboração de um conhecimento verdadeiro. Por essa razão, o processo de
conhecer em si mesmo passou a ser investigado e discutido intensamente por boa
parte dos principais filósofos. Essa discussão concentrou-se entre os séculos
XVII e XVIII. Em consequência, a Idade Moderna tornou-se o período em que se
formularam algumas das principais gnosiologias, ou teorias a respeito do
conhecimento, da história e da filosofia. A Filosofia Moderna é o período
conhecido como o grande Racionalismo Clássico, caracterizado pelo ceticismo originado
do pessimismo teórico que duvida da capacidade humana para conhecer a realidade
exterior e o homem. É
o surgimento da teoria do conhecimento ou Epistemologia com os seus problemas
fundamentais como se é possível o conhecimento de si mesmo e do mundo.
De meados do século XVIII ao começo do século XIX compreende a Filosofia
da Ilustração ou Iluminismo. Este período também crê nos poderes da razão, igualmente
denominada de “As luzes”, é a etapa de afirmação do ideário burguês de
sociedade e da crença na maioridade humana por meio do uso da razão. A razão é
capaz de aperfeiçoamento e progresso, e o homem é um ser perfectível, na medida
em que consegue se liberar dos preconceitos religiosos, sociais e morais por
meio do avanço das ciências, das artes e da moral laica. Pela razão, o homem
pode conquistar a liberdade e felicidade social e política.
A Filosofia Moderna, a partir do início do Renascimento, no século XV,
frequentemente é subdividida em:
---renascentista – Maquiavel, Montaigne, Giordano Bruno, entre outros;
---do século XVII – Francis Bacon, Descartes, Pascal, Hobbes, Espinosa,
Leibniz, entre outros;
---do século XVIII ou iluminista – Locke, Bertkeley, Hume, Kant,
Rousseau, Voltaire, entre outros.
Fonte: Gilberto Cotrim e Marilena Chaui
sábado, 5 de maio de 2012
A nova forma de pensar
Racionalismo
A palavra racionalismo deriva do latim ratio, que significa “razão”, e é
empregada em diversos sentidos. No contexto das teorias do conhecimento,
racionalismo, designa a doutrina que atribui exclusiva confiança à razão
humana como instrumento capaz de conhecer a verdade. Como advertia René
Descartes, não devemos nos deixar
persuadir senão pela evidência de nossa razão. A dúvida filosófica
propriamente dita surge de uma necessidade inquietante de explicação
racional
Segundo os racionalistas, a experiência sensorial é
uma fonte permanente de erros e confusões sobre
a complexa realidade do mundo. Somente a razão humana, trabalhando com
os princípios lógicos, pode atingir o conhecimento verdadeiro, capaz de ser
universalmente aceito.
Para o racionalismo, os princípios lógicos
fundamentais seriam inatos, isto é, já estariam na mente do ser humano desde o
nascimento. Daí a razão ser concebida como a fonte básica do conhecimento.
Empirismo
A palavra empirismo tem sua origem no grego empeiria,
que significa “experiência”. As teoria empiristas defendem a tese de que todas
as nossas ideias são provenientes da experiênciae, em última instância, de
nossas percepções sensoriais(visão, audição, tato, paladar, olfato).
Um dos principais defensores do empirismo foi o
filósofo inglês John Locke, que afirmava que nada vem à mente sem ter passado antes pelos sentidos. Locke
entendia que, ao nascermos nossa mente é como um papel em branco desprovida de
qualquer ideia e a experiência supre o conhecimento por meio de duas operações:
-sensação que leva para a mente as várias e distintas percepções das
coisas, através dos sentidos. –reflexão que consiste nas operações
internas da própria mente, desenvolvendo
a ideias fornecidas pelos sentidos.
Immanuel Kant sintetiza seu otimismo iluminista em
relação à possibilidade de o ser humano guiar-se por sua própria razão, sem se
deixar enganar pelas crenças, tradições e opiniões alheias. Para ele à maneira
em que o indivíduo cresce e amadurece, torna-se consciente da força e
independência (autonomia) de sua inteligência para fundamentar sua
própria maneira de agir, sem doutrinação ou tutela de outrem. Assim, o ser
humano, como ser dotado de razão e liberdade é o objeto de estudo de Kant que,
parte da investigação sobre as condições nas quais se dá o conhecimento, realizando
um exame crítico da razão.
O problema do conhecimento, a questão do saber
passa por duas formas básicas do ato de conhecer: -conhecimento empírico aquele
que se refere aos dados fornecidos pelos sentidos. –conhecimento puro aquele
que não depende de quaisquer dados dos sentidos, nascendo puramente de uma
operação racional, constitui assim, um conhecimento universal.
Para Kant, sua filosofia representava uma superação
do racionalismo e do empirismo, pois argumentava que o conhecimento é o
resultado de dois grandes ramos: a sensibilidade, que nos oferece dados dos
objetos, e o entendimento, que determina as condições pelas quais o objeto é
pensado.
Fonte: Gilberto Cotrim
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